Na tendinite (hoje chamada de tendinopatia), a infiltração com corticoide costuma aliviar a dor nas primeiras semanas, mas em alguns tendões o resultado alguns meses depois pode ser pior do que sem ela. Por isso ela não é o primeiro tratamento: a base é o exercício que devolve ao tendão a capacidade de receber carga. A infiltração pode entrar em casos escolhidos, para destravar a reabilitação, e é evitada dentro de tendões que sustentam muito peso.
"Uma infiltração resolve?" é a pergunta de quem já está há meses com dor no cotovelo, no ombro ou no calcanhar. A resposta honesta é: às vezes alivia, quase nunca resolve sozinha e, em alguns tendões, pode atrapalhar. Entender o porquê evita trocar alívio rápido por um problema mais longo.
O que o corticoide faz no tendão
O corticoide reduz a inflamação e a dor por algumas semanas. Só que na tendinopatia que já dura meses a inflamação não é o principal problema: o tendão perdeu a capacidade de receber carga. O remédio tira a dor, mas não reconstrói essa capacidade.
O que os estudos mostram
Uma revisão de ensaios clínicos publicada na Lancet encontrou alívio consistente no curto prazo com a infiltração de corticoide em várias tendinopatias. No cotovelo de tenista, porém, quem recebeu a infiltração estava pior de seis meses a um ano depois do que quem não recebeu. É esse contraste que faz a infiltração deixar de ser o primeiro passo.
Quando ela pode entrar
- Quando a dor impede de fazer o próprio exercício de reabilitação, e o alívio abre essa janela.
- Em algumas bursites e dores ao redor do tendão, com a aplicação fora do tendão.
- Com orientação por ultrassom, para colocar o medicamento no lugar certo.
- Sempre dentro de um plano de exercício e ajuste de carga, nunca como tratamento único.
O tratamento de base das tendinopatias é o exercício progressivo, que devolve força ao tendão ao longo de semanas. Para quem já leu sobre a técnica de aplicação, o texto Infiltração guiada por ultrassom em Balsas, MA: quando ela é indicada explica o procedimento.
Se a dor no tendão já passou de algumas semanas e não melhora com a redução do treino, vale uma avaliação presencial em Balsas para definir o tendão envolvido e o plano, com ou sem infiltração.
O que a evidência ainda não resolve
Os estudos sobre outras substâncias aplicadas no tendão, como o plasma rico em plaquetas, ainda têm resultados divergentes, e as comparações entre elas são poucas. Também falta saber com precisão em quais tendões e em que fase o corticoide traz mais benefício do que risco.
Como este conteúdo foi produzido: texto redigido com apoio de inteligência artificial a partir de pauta, fontes e limites definidos pela equipe de Dr. Alexandre Monteiro (CRM-MA 15161), que responde por ele. Publicado sob responsabilidade editorial do médico; a revisão clínica, quando registrada na plataforma, aparece nesta página com a data.
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