Nem sempre a dor está onde ela é sentida. Dor no ombro pode vir do pescoço, dor no joelho pode vir do quadril, e um ponto de tensão muscular pode espalhar dor para longe. Descobrir a origem depende de conversa detalhada e de um exame físico dirigido, com testes que reproduzem o sintoma. O exame de imagem entra quando ele pode responder uma pergunta que a consulta levantou.
"Dói aqui, mas às vezes parece que desce", "já tratei o ombro e não passou", "cada exame mostra uma coisa". Essas frases são comuns em quem tem dor há meses. Muitas vezes o problema não é a falta de tratamento, e sim tratar o lugar errado.
Quando a dor não está onde dói
- Dor referida: o pescoço pode doer no ombro e no braço; o quadril pode doer na coxa e no joelho; a lombar pode doer na nádega.
- Ponto de tensão muscular: um nó no músculo pode espalhar dor para uma área maior, num desenho típico de cada músculo.
- Nervo irritado: formigamento, queimação ou choque que segue um trajeto costumam indicar nervo, e não músculo.
- Compensação: quem protege um lado por muito tempo sobrecarrega o outro, e a segunda dor aparece.
O que o exame físico dirigido procura
Primeiro vem a conversa: quando começou, o que piora, o que alivia, se acorda à noite, se mudou de lugar. Depois, o exame compara os dois lados, testa amplitude de movimento, força e sensibilidade, palpa músculos e tendões e usa manobras que tentam reproduzir exatamente a dor que a pessoa sente. Quando uma manobra reproduz a queixa, a origem fica muito mais clara.
A partir daí se separa dor por sobrecarga, dor miofascial, dor de nervo e lesão estrutural, cada uma com um caminho de tratamento diferente. Esse processo está descrito na página sobre exame físico dirigido.
E o exame de imagem?
Radiografia, ultrassom e ressonância são úteis quando respondem a uma pergunta. Pedidos antes do exame físico, costumam mostrar achados comuns em pessoas sem dor, como pequenas protrusões na coluna ou desgaste leve nas articulações, e o paciente sai com um diagnóstico que não explica o que sente. Na dor lombar, por exemplo, a imagem não é recomendada de rotina quando não há sinal de alerta.
Como o exame físico é o centro desse raciocínio, a primeira avaliação de dor é feita numa consulta presencial em Balsas. Os retornos para ajustar o plano podem ser online.
O que a evidência ainda não resolve
Muitos testes do exame físico têm precisão moderada quando usados sozinhos; é a combinação deles, junto com a história, que dá confiança ao diagnóstico. Em parte das dores crônicas nenhuma estrutura isolada explica tudo, e o tratamento passa a olhar também sono, estresse e o condicionamento geral.
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