O que é a tendinopatia patelar
O tendão patelar conecta a patela à tíbia e é fundamental para a extensão do joelho durante a corrida, o agachamento e o salto. Quando submetido a sobrecarga repetitiva além da sua capacidade de adaptação, desenvolve um processo de degeneração e dor conhecido como tendinopatia patelar, também chamado popularmente de "joelho do saltador".
Por que o "joelho do saltador" também afeta corredores
Embora o nome popular sugira relação exclusiva com esportes de salto, a tendinopatia patelar é frequente também em corredores, especialmente aqueles que aumentam volume de treinos em subida ou incluem exercícios pliométricos na rotina sem progressão adequada de carga.
Sintomas
- Dor localizada logo abaixo da patela, que piora ao agachar, subir escadas ou correr.
- Dor que costuma melhorar com o aquecimento, mas retorna ou piora depois do esforço.
- Rigidez no tendão pela manhã ou após períodos longos sentado.
- Sensibilidade localizada à palpação do tendão.
Causas
- Aumento rápido de volume ou intensidade de treino, especialmente exercícios com salto.
- Fraqueza da musculatura do quadríceps em relação à demanda do treino.
- Superfícies de treino muito rígidas ou mudança brusca de superfície.
- Ausência de período adequado de adaptação após retorno ao treino.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, com exame físico dirigido que reproduz a dor à palpação do tendão e a testes de carga específicos. Exames de imagem, como ultrassom, podem ser solicitados para confirmar o grau de acometimento do tendão em casos que não respondem ao tratamento inicial.
Por que modalidades com salto merecem atenção redobrada
Vôlei, basquete e outras modalidades com saltos frequentes impõem cargas ainda maiores sobre o tendão patelar do que a corrida isoladamente. Atletas que praticam essas modalidades e também correm como complemento de condicionamento têm risco cumulativo maior, o que reforça a importância de um programa de fortalecimento bem estruturado antes que o quadro se instale.
Continuar treinando com carga adaptada
Diferente do que muitos pacientes imaginam, a interrupção completa da atividade física raramente é necessária. Na maioria dos casos, o treino pode ser mantido com ajuste de volume, de intensidade e de tipo de movimento, evitando exercícios que reproduzam dor intensa, enquanto o programa de fortalecimento progressivo avança em paralelo.
Tratamento
O tratamento de referência para tendinopatias combina controle inicial da dor com um programa de fortalecimento progressivo e controlado do tendão, que estimula sua remodelação ao longo das semanas. Em casos que não respondem ao tratamento conservador, a infiltração guiada por USG pode ser considerada como parte do plano.
Consistência é mais importante do que intensidade isolada
O programa de fortalecimento para tendinopatia patelar costuma exigir sessões regulares ao longo de várias semanas, com progressão de carga bem definida. Fazer os exercícios de forma esporádica, ou interromper assim que a dor melhora um pouco, é uma das principais razões de resultado insatisfatório nesse tipo de tratamento. Acompanhar a evolução em consultas de retorno ajuda a ajustar a progressão de carga no ritmo certo.
Quando procurar avaliação
Se a dor no tendão patelar persiste por mais de duas semanas ou já está limitando seu treino, procure avaliação especializada em Balsas com o Dr. Alexandre Monteiro.
Dor logo abaixo da patela ao correr ou agachar? Agende sua avaliação.
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